Blog Guias práticos
Pacotes só com internet: quando compensa ficar sem TV
Nem toda a casa precisa de televisão no pacote. Explicamos quando um pacote só de internet sai mais barato, que velocidade chega e o que confirmar antes de assinar.
O pacote com televisão tornou-se o normal em Portugal. Quando se pede uma proposta de internet para casa, o que aparece quase sempre é um conjunto com fibra, dezenas ou centenas de canais e, muitas vezes, um cartão de telemóvel. É a oferta que está mais à mão, e por isso é a que a maioria acaba por contratar.
Só que uma parte das casas já não vê televisão por canais. Vê streaming, vê no telemóvel, vê no computador. Nesses casos, pagar por uma grelha de canais todos os meses é comprar uma coisa que fica ligada na parede sem ninguém carregar no botão. Um pacote só com internet resolve isso, e a diferença ao fim do ano não é pequena.
Este guia serve para perceber se é o seu caso.
Quem ganha mesmo com um pacote só de internet
Há quatro situações em que a televisão no pacote raramente se justifica.
- Casas que já vivem de streaming. Se as plataformas que a casa vê já estão pagas à parte e a televisão por canais fica no ambiente ou nas notícias, está a pagar duas vezes pelo mesmo lugar do sofá.
- Segundas habitações e casas de férias. Uma casa usada em agosto e em fins de semana soltos não precisa de grelha de canais. Precisa de internet que funcione quando lá está. Já escrevemos sobre este caso em detalhe no guia da internet na casa de férias.
- Casais e pessoas que vivem sozinhas. Uso simples, poucos ecrãs, e uma conta que não precisa de carregar canais que ninguém abre.
- Escritórios pequenos e trabalho a partir de casa. Aqui o que interessa é a estabilidade e o upload da ligação, não o entretenimento.
Se se reconhece em alguma delas, vale a pena pedir a proposta nas duas versões, com e sem televisão, e comparar.
A conta que interessa é a conta toda
O erro mais comum é comparar o preço do pacote sem TV com o preço do pacote com TV e ficar por aí. A conta certa tem mais uma linha.
Some ao pacote só de internet aquilo que já paga por fora todos os meses em plataformas de streaming. Some ao pacote com televisão o mesmo, descontando as plataformas que venham incluídas. Só depois compare os dois totais.
Às vezes o pacote com TV ganha, porque traz incluídas duas ou três plataformas que a casa já pagava. Outras vezes perde por larga margem, porque a casa vê uma plataforma só e a grelha de canais fica a mais. Não há resposta única, há a conta da sua casa.
E há a segunda parte da conta, que quase ninguém faz: o preço depois da promoção. Quase todos os pacotes arrancam com um valor de campanha e sobem passados alguns meses. Peça sempre os dois valores e faça as contas com o mais alto, que é o que vai pagar durante a maior parte do contrato.
A velocidade que precisa mesmo
Sem televisão no pacote, sobra a pergunta da velocidade. E é aqui que muita gente paga a mais por segurança.
A regra prática é simples. Para uma casa com um ou dois utilizadores, navegação, streaming em alta definição e teletrabalho ocasional, um escalão de entrada resolve com folga. A diferença nota-se quando há vários ecrãs em simultâneo, videochamadas de trabalho a sério, jogo online e envio frequente de ficheiros grandes. Aí a fibra simétrica, com a mesma velocidade a subir e a descer, faz diferença real no dia a dia.
Repare que o que costuma pesar não é a velocidade de descarregamento anunciada em letras grandes, é o upload. Uma videochamada de trabalho vive do upload. Ficheiros enviados para a nuvem vivem do upload. Se trabalha a partir de casa, olhe para esse número antes de olhar para o outro.
E o telemóvel, junta ou fica de fora?
Um pacote só de internet pode continuar a ser só isso, ou pode ganhar um cartão móvel sem entrar a televisão. É uma via muitas vezes esquecida e costuma ser a mais equilibrada.
A pergunta a fazer é direta: quanto paga hoje pelos telemóveis da casa em separado? Se a resposta for um valor que se aproxima do que custa juntá-los ao pacote de casa, juntar simplifica a vida e costuma sair melhor. Se tem um tarifário antigo muito barato e que lhe chega, pode não valer a pena mexer. A comparação lado a lado responde em cinco minutos.
O que confirmar antes de assinar
Três verificações que evitam surpresas, e uma delas é mesmo a primeira de todas.
- A cobertura na morada. Antes de escolher qualquer coisa, confirme que existe fibra na sua rua. Fazemos essa verificação em minutos na página de cobertura.
- O equipamento. Confirme se o router está incluído e se há aluguer mensal à parte. Num pacote só de internet, o router é o equipamento todo, por isso interessa que seja recente e com Wi-Fi capaz de cobrir a casa.
- A fidelização. Na fibra é tipicamente de vinte e quatro meses. Prende o preço, o que é bom, mas tem penalização se sair antes. Explicámos como se calcula no artigo sobre quanto custa sair da fidelização.
Em resumo
Um pacote só com internet não é uma versão pobre do pacote completo. É a escolha certa para uma casa que já vê televisão de outra maneira, para uma segunda habitação, ou para quem trabalha em casa e quer a ligação boa sem pagar entretenimento a mais.
A decisão fica clara quando se põem os números lado a lado: o preço depois da promoção, mais o que paga por fora em streaming, contra o mesmo cálculo no pacote com televisão. Se quiser ver a comparação com o resto da oferta, os pacotes com TV e móvel estão explicados no guia como escolher um pacote de TV, internet e voz.
Onde entramos nós
Somos Agente Comercial Oficial Vodafone. O preço que lhe fazemos é o mesmo da operadora direta, e as condições são as que estiverem em vigor à data de adesão. O que muda é o trabalho de perceber, antes de assinar, qual das versões serve a sua casa.
Diga-nos quantas pessoas são, o que veem, quantos telemóveis há e o que paga hoje. Confirmamos a cobertura na morada, mostramos os tarifários com preços e dizemos com honestidade se compensa mudar ou se está bem servido onde está. Se preferir tirar dúvidas soltas primeiro, as perguntas frequentes cobrem o mais comum.